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Piloto: Vinicius Nunes
O sorriso estampado no rosto não escondeu a ansiedade do piloto e fotógrafo
Vinicius Nunes para entrar na pista de Interlagos, não para fotografar, mas
para correr pela primeira vez. Leia o relato emocionado do
piloto Vinicius logo abaixo.
Texto
publicado pelo fotógrafo Vinicius em blog na Internet, sobre sua
participação no
GP CIDADE DE SÃO PAULO.
Eu
corri no GP Cidade de São Paulo
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Graças a Deus e amor ao
esporte desses grandes heróis que estavam presentes ontem e outros que por
motivos vários não puderam ir, meu sonho se tornou realidade.
Treinei somente trinta minutos
no sábado, com pista molhada e um carro que nunca tinha andado, o Aldee
Spyder 10. A expectativa da equipe era ver se eu conseguia trazer o carro
inteiro, não me preocupei em virar um bom tempo, mas em sentir o carro, a
pista e principalmente curtir o momento. Não falarei sobre o tempo, mas
posso adiantar que da minha primeira volta a última, baixei 30 segundos. O
carro chegou inteiro, precisavam ver a cara de alívio de todos no box,
principalmente do piloto que dividiria o carro comigo. |
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O amigo e piloto Peter Willian auxiliando o conserto do motor |
No domingo, um dos pilotos
do carro 10 ligou e disse que não poderia ir. Como
a equipe RPM Motors tem dois carros (10 e 12) decidiram inverter os
pilotos, com isso eu correria no 12. Bom, esse carro estava com problema
de alimentação de combustível desde os treinos na quarta-feira, mas não
estava nem aí, queria mesmo era
correr. O Carlos Asciutti (piloto número1) iria largar, mas o carro não
completou a volta de apresentação. Levado aos boxes, todos os mecânicos
voltaram a mexer e voltou para pista, isso ocorreu por várias vezes, até
que foi recolhido na garagem. Na primeira bateria só completou cinco
voltas.
Todos que passavam por lá,
me perguntavam o que estava acontecendo e se iria correr, havia uma
junta médica ao redor do carro, foram quase 5 horas sem parar, tinha
mecânico de outras equipes trabalhando junto, peças vieram de várias
delas, tudo isso, pelo amor às
corridas. |
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Chegou a segunda
bateria, o carro ainda precisava ser montado, passado quase uma hora
de corrida, nosso carro voltou a pista, o Carlos saiu, todos foram
para a mureta esperando ele completar a volta, passou, nossa que
alívio! A corrida para nós já estava ganha, depois de tudo isso,
fazer o carro andar, era o melhor prêmio.
Aproximando a hora para eu pilotar,
o carro chega no box com a roda amassada e traseira batida,
resultado de uma rodada. Sento, ajusto o banco, coloco o cinto e o
Carlos me fala que está sem a quarta marcha. Bom, não vou ficar sem
andar por causa disso, vamos lá, a preocupação era chegar ao final
da prova, de preferência sem bater.
O carro era muito instável nas
retas, a pista estava muito escorregadia, além da água, tinha muito
óleo, bom, mas eu só precisava chegar...
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Vinicius e equipe |
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Na Subida
do Café o carro sofria
muito, esticava a terceira e jogava a quinta, parecia que ia
parar, até recuperar a velocidade, já estava na reta, nas
reduzidas, freava muito antes e por muito tempo, não dava para
jogar a terceira com giro muito alto.
Me preocupei bastante
em não atrapalhar os outros carros, sempre ouvi, você tem que
fazer o seu traçado, quem vem mais rápido que se vire para passar,
mas não tem como ficar na frente daqueles foguetes sem se
preocupar, vai que eu rodo...
A corrida estava ótima, já entrava
mais forte nas curvas, abusava mais nas retas e já não me preocupava
mais com a falta de uma marcha, até que chegou a grande emoção,
aponto na reta e vejo a quadriculada, não tem como não comemorar.
Foram anos de sonhos, anos fotografando os carros, convivendo com
pilotos, grandes heróis.
Obrigado a todos aqueles que me
apoiaram, emprestaram, deram, e patrocinaram, tudo isso em nome do
amor ao automobilismo."
Abraços,
PARABÉNS VINICIUS!!!!
Você é um vencedor!
JAN 2007 |
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